| Junta de Freguesia - História da Freguesia - Historial |
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HISTORIAL A investigação bibliográfica refere que a actual freguesia da Camacha inicialmente pertenceu à jurisdição do Caniço. Ignora-se quando começou o arroteamento e povoação destas terras, mas supõe-se não ter sido logo após os primeiros anos da descoberta da ilha, na medida em que os terrenos do interior não foram sujeitos a uma imediata exploração agrícola. Todavia, presume-se que no último quartel do século XVI, já aqui existisse um importante núcleo populacional que justificou a sua separação do Caniço e a sua elevação a paróquia independente. Foi com o alvará Régio de 28 de Dezembro de 1676, que a Camacha ganhou o estatuto de Paróquia.As propostas toponímicas para explicar a origem do nome não são unânimes, uma vez que existem os defensores da teoria que refere a origem do topónimo relacionada com um determinado sesmeiro local. Uma outra, aponta, efectivamente para uma influência filipina, nomeadamente de D. Fernando Camacho.
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CONSELHEIRO AIRES DE ORNELAS O Conselheiro Aires de Ornelas Vasconcelos nasceu na freguesia da Camacha a 5 de Março de 1866, filho do Conselheiro Agostinho de Ornelas de Vasconcelos e de D. Maria Joaquina Saldanha da Gama.Pela ascendência paterna pertence a uma das mais distintas familias madeirenses e pela linha materna é neto dos Condes da Ponte.Estudou no Colégio Campolide, cursou na Escola Politécnica e na Escola do Exército, foi despachado alferes em 1889, fazendo parte da Armada do Estado Maior.Consagrou-se especialmente aos estudos dos assuntos coloniais, efectuando no distrito de Lourenço Marques as diversas comissões militares e diplomáticas, aí deram-lhe maior autoridade, sendo considerado no nosso país, como um dos homens públicos com mais vasto e profundo conhecimento sobre as nossas questões ultramarinas sobretudo com as outras potências coloniais.Representou o governo Português no congresso militar que se reuniu em Madrid por ocasião do centenário de Colombo, fazendo mais tarde como delegado técnico, parte da célebre conferência de Haia. Participou em múltiplos eventos de carácter militar e de extrema importância para o país, contribuindo de forma decisiva para a expansão do território nacional. Foi também escolhido para, juntamente com o almirante Hermenegildo Capelo e o capitão da fragata Ernesto de Vasconcelos, formar a Comissão Técnica que foi discutir com os ingleses a questão dos limites de Barotze submetida à arbitragem do Rei de Itália. Foi parte activa nesta missão e especialmente na elaboração da memória justificativa dos direitos de Portugal.Aires de Ornelas foi eleito pelo conselheiro João Francisco, para gerir a pasta da Marinha e Ultramar. Foi titular desta pasta em 1907 e acompanhou o princípe real D. Luís Filipe ás nossas colónias ultramarinas da África Ocidental e Oriental.Depois de tantos contra-tempos em sua vida, como o envolvimento nos acontecimentos politicos nas tentativas de restauração monárquica, foi preso e durante longos meses esteve encerrado na Penitenciária e na Fortaleza de S. Julião da Barra.Colaborou em muitos jornais e revistas, tendo sido durante alguns anos director do Diário Nacional. Foi deputado pela Madeira na sessão legislativa de 1918 e foi também eleito deputado por um dos círculos do Continente, em Janeiro de 1922. Faleceu em Lisboa a 14 de Dezembro de 1930, sendo os seus restos mortais transferidos para o cemitério das Angústias no Funchal, no ano de 1934.Encontra-se em sua memória, uma estátua no Largo da Achada - Camacha.
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